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Os varejistas já entenderam o papel do digital para os negócios
A indústria é mais conservadora que o varejo em estratégia comercial e modelos de negócios.Os varejistas entenderam que o mundo digital não é opcional
CINCO CAMINHOS PARA INDÚSTRIA SE COMUNICAR E SE REINVENTAR NO UNIVERSO DIGITAL
* Por Mauricio Di Bonifaci
A indústria normalmente é mais conservadora do que o varejo quando falamos em estratégia comercial e modelos de negócios. O varejo já entendeu que fazer negócios no mundo digital não é mais um teste ou uma opção. É obrigatório que varejistas incluam em suas estratégias comerciais o canal e-commerce. Empresas puramente virtuais já apresentam, há alguns anos, balanços com faturamento na casa de bilhões. Claro que nem todos os balanços mostram lucro, mas não dá mais para dar-se ao luxo de não estar presente no canal digital.
A indústria, por sua vez, ainda engatinha. Está pelo menos dez anos atrasada em relação ao varejo. Faz testes para saber o que funciona e o que não e, em vários casos, a diretoria ainda nem tomou a decisão de adotar qualquer iniciativa digital mais consistente. Ou seja, com o varejo na vanguarda digital, muitas indústrias ainda estão na pré-história digital. Juro que não me surpreenderia com o percentual de indústrias que ainda devem usar fax para receber pedido.
Mas, quais são os caminhos que as indústrias podem trilhar para entrar no mundo digital, fazer negócios, aumentar suas receitas e reduzirem seus custos? Veja cinco caminhos que devem ser olhados por todos os tipos de indústrias, sob o risco de, caso não o fizerem, sejam extintas como os dinossauros.
1. Site institucional e catálogo de produtos
Essa é a opção mais básica possível, e não só para indústrias, mas para qualquer empresa. Mostrar quem é a empresa e que produtos ou serviços que vende.
. e-commerce B2C
Normalmente, a indústria não vende direto ao cliente final. A venda no modelo de varejo traz uma série de novos desafios com os quais a indústria não costuma ter que lidar como logística fragmentada e logística reversa, lei do consumidor, Procon, meios de pagamento, fraude etc.
3. Marketplaces B2C
O maior problema em venda direta é atrair tráfego. Para vender, você precisa de clientes dentro do seu site. Uma solução para isso é vender o produto usando quem já tem esse tráfego. Aqui entram os marketplaces virtuais. Empresas como Walmart, B2W (Submarino, Americanas e ShopTime), CNova (Casas Bahia, Extra e Ponto Frio), Shop Fácil e Mercado Livre fazem isso. Eles permitem que empresas e pessoas (no caso do Mercado Livre) exibam seus produtos. 
4. e-commerce B2B
Se a indústria entender que sua vocação é realmente a venda para outras indústrias e varejistas, aqui sim entra um conceito novo também, o e-commerce B2B. Operações de venda entre empresas que ocorram no mundo digital precisam de um suporte tecnológico mais complexo do que nos modelos de venda para o cliente final.
5. Marketplaces B2B

Assim como existem marketplaces B2C, também existem os marketplaces B2B. O mais famoso é o Alibaba. Para termos uma ideia de comparação, os dois maiores sites e marketplaces com foco em B2C no mundo são Amazon e eBay.

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